Os benefícios da quebra do hábido…
Quando você tiver muitas razões para crer que ela sente saudades suas, quando sua ausência lhe causar alguma inquietação, deixe-a descansar um pouco; um campo descansado retribui largamente o que lhe confiamos, e uma terra árida bebe avidamente as águas do céu.
Ovídio é muito claro, chega a ser cristalino ao relatar tais verdades. Com toda essa simplicidade ele nos diz: Ela já recebeu demais, deixe ela sentir como é com você e sem você. A partir disso ele nos traz dois exemplos dentro da natureza.
Verdade é que ninguém suporta, por mais romântico que seja, alguém lhe dando atenção além. Ela (ou ele, pois serve para os dois casos), precisam sentir o vazio, a falta e no fim a surpresa. Sem falar que tais pessoas ao serem muito mimadas, bajuladas, cuidadadas, queridas, tornam-se rudes, achando-se no direito de tratá-lo como bem querem. Então você passa de um romântico à uma marionete nas mãos de uma criança hiperativa, até o ponto de você deixar de fazer diferença e ela arrumar um brinquedinho melhor.
Essa dica também nos ensina algo sobre nós, nossa presença. É uma coisa que sempre carreguei comigo, “quem quiser minha presença terá que valorizá-la”. Nada pior que ter nossa presença como algo corriqueiro para quem nós temos em alta estima.
Sendo assim, se você já seguiu a dica I (cultivar o hábito da sua presença), talvez seja a hora de passar para a parte II. Dar um tempo para que esse solo, que é o outro, descanse e sinta-se árido sem você. Seja para dar valor, ou para entender que você é alguém importante, principalmente para si mesmo (a)
Grande abraço!
Leia também a parte I aqui


