“O casamento é uma prisão cinco estrelas”, dizia, num chiste, o psicanalista Hélio Pellegrino. Chistes são, desde Freud, uma espécie de válvula de escape do inconsciente, uma forma de dizer “brincando” o que de fato se pensa. Elevado à categoria de prisão nos anos de questionamento e revolução, o casamento chegou ao século 21 mais valorizado do que nunca, reatualiza como necessidade de segurança emocional num mundo de laços frágeis. A explosão dos vínculos familiares e sociais e a valorização da opção por ser solteira acabou por reforçar a ligação entre um homem e uma mulher. No entanto, nada pode ser pior para o desejo do que o excesso de proximidade que um casamento produz.
Obs: Carlinha você está escrevendo cada vez melhor!


